O cenário político nos bastidores da Prefeitura de São Luís tem ganhado contornos de tensão silenciosa.
O desconforto de Sandro Ribeiro Araújo, marido da vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD), com o prefeito Eduardo Braide tem se tornado cada vez mais evidente entre aliados e interlocutores próximos. O motivo: o tratamento dispensado à vice-prefeita, que estaria sendo preterida e mantida à margem da atual gestão.
Esmênia, que no início da administração de Braide chegou a ocupar a Secretaria Municipal de Educação, foi retirada do cargo sem uma justificativa clara, o que já indicava uma possível ruptura na confiança política entre ambos. Desde então, sua participação na administração tem sido descrita como meramente protocolar, sem espaço para decisões ou protagonismo.
Em 2024, ao buscar sua permanência na vice e se manter elegível, Esmênia teve que recorrer à Justiça Eleitoral e obteve êxito ao conquistar o direito à filiação retroativa ao PSD — uma manobra que evidenciou não só sua disposição de seguir no jogo político, mas também a ausência de apoio do prefeito nesse processo.
A crescente distância entre Braide e Esmênia alimenta especulações sobre os rumos políticos do prefeito. Segundo fontes próximas à gestão, Braide deve permanecer no comando da capital até o fim do mandato, descartando momentaneamente uma candidatura ao governo estadual em 2026.
A expectativa é de que ele utilize esse tempo para preparar um nome de sua confiança para o próximo pleito municipal.
Agora é esperar os novos capítulos de disputas silenciosas, ou não.
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