O prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), acumulou pelo menos três reveses políticos em menos de uma semana. O primeiro foi a exclusão do vereador Flamarion Amaral (PV), seu irmão, da disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. Em seguida, Perla Amaral perdeu a primeira suplência na chapa de André Fufuca (PP) ao Senado, foi rejeitada pelo União Brasil, e também ficou sem viabilidade para disputar uma cadeira na Assembleia.
Nos bastidores da política maranhense, a leitura é de que o rompimento com a base do Governo do Maranhão teve um custo elevado. Eleito em 2024 com apoio decisivo do Palácio dos Leões, mesmo diante do apoio declarado de Eduardo Braide (PSD) à sua adversária Mariana Carvalho, Rildo engoliu empenhou apoio a Braide, e hoje enfrenta um cenário bem diferente e delicado.
Nesta quinta-feira, 06, a maioria dos vereadores de Imperatriz declarou apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB) ao Governo do Estado, em mais uma demonstração de isolamento político do prefeito no segundo maior município do Maranhão.
Enquanto isso, André Fufuca fechou a composição da chapa ao Senado com Fernando Fialho, indicado pelo ex-ministro Juscelino Filho (PSDB), consolidando a aliança entre a Federação União Progressista e a Federação PSDB/Cidadania.
Com isso, Rildo parece ser o grande perdedor das eleições 2026, já que vai permanecer no campo político de Braide, mas, até o momento, sem conseguir transformar a mudança rápida de posicionamento em ganhos concretos para seu grupo nas eleições de 2026, já que ficou sem suplência e sem vaga na Assembleia Legislativa.
A expectativa agora, é acompanhar os próximos desdobramentos, já que Rildo começa a enfrentar rejeição em Imperatriz, precisa lidar com o título de ‘traidor’ e está politicamente isolado.
