O Partido dos Trabalhadores no Maranhão deve definir, entre quarta (22) e quinta-feira (23), qual caminho seguirá nas eleições de outubro. A decisão será discutida em reuniões do presidente nacional da sigla, Edinho Silva, e do ministro José Guimarães com o governador Carlos Brandão e a comissão provisória estadual.
Internamente, há três teses: candidatura própria com o vice-governador Felipe Camarão; aliança com o MDB de Orleans Brandão; ou composição com o PSD de Eduardo Braide. O cenário ainda é incerto, inclusive para lideranças locais.
Também aguardam definição o deputado Rubens Júnior, que defende aliança com Braide, e a senadora Eliziane Gama, que se filiou ao PT visando a reeleição, mas depende da composição majoritária.
A expectativa é que, até quinta-feira, haja uma definição sobre os rumos do partido no estado, conforme sinalização do presidente Lula ao governador.
Camarão fala sobre ‘futuro politico’ e admite concorrer vaga ao senado ao lado de BRAIDE
O vice-governador Felipe Camarão vive mais um momento delicado politicamente. Além de aparecer em quarto lugar nas pesquisas recentes, enfrentar resistência dentro dos próprios quadros do PT, ele ainda deve ser alvo de uma CPI nos próximos dias, o que aumenta a pressão sobre sua pré-candidatura ao Governo do Estado.
Nos últimos meses, apesar de oferecer seu nome várias vezes a Braide, o ex-prefeito, que busca ampliar sua presença no interior e vê no PT um reforço de estrutura, parece não ter topado, até o momento, as condições impostas pelos dinistas.
Em novo vídeo, Camarão escancara o cenário local, fala sobre “futuro político”, e coloca duas possibilidades: candidatura própria no Maranhão, ou concorre a vaga no senado ao lado de Braide, só que nas condições do ex-prefeito, o que nos bastidores já enfrenta rejeição dos petistas.
