Planalto busca traidores e avalia que ministros do STF barraram Messias, diz Estadão

O Palácio do Planalto avalia que a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal resultou de uma articulação envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e ministros da Corte. A indicação feita por Luiz Inácio Lula da Silva foi rejeitada por 42 votos a 34.

Em reunião no Palácio da Alvorada, Lula e auxiliares analisaram os motivos da derrota. Integrantes do governo atribuem influência de ministros do STF na movimentação contrária ao nome de Messias, hipótese negada pelos citados.

A avaliação interna aponta que a estratégia política adotada durante a articulação no Senado gerou resistências entre diferentes grupos parlamentares. O resultado agravou o clima entre Executivo e Legislativo e animou a oposição.

Segundo relatos, Lula demonstrou irritação com o desfecho e quer identificar dissidências na base aliada. O presidente também teria indicado que não pretende apresentar um novo nome para a vaga no STF neste momento.

A rejeição é considerada a maior derrota política do governo no Senado nos últimos anos e reacende disputas internas sobre a sucessão presidencial e a relação entre os Poderes.

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