Uma dívida trabalhista acumulada durante a pandemia ameaça comprometer o atendimento na rede pública de saúde do Maranhão. Em ofício urgente enviado à Secretaria de Estado da Saúde nesta quinta-feira (5), o presidente da Emserh, Marcello Duailibe, alertou para o risco de um “colapso operacional evitável”.
O impasse envolve o Instituto de Apoio ao Desenvolvimento da Vida Humana (IADVH), parceiro da estatal, que cobra recursos para quitar diferenças do adicional de insalubridade de trabalhadores que atuaram entre março de 2020 e junho de 2021.
Segundo o instituto, bloqueios judiciais de R$ 10,3 milhões comprometeram o pagamento dos salários de outubro e ameaçam a continuidade dos serviços. A entidade chegou a cobrar da Emserh a indicação das unidades que poderão sofrer redução de atendimento.
A solução depende de um acordo judicial de R$ 22,3 milhões, parcelado em 36 meses. A Emserh afirma que o processo já passou pela Procuradoria-Geral do Estado, mas aguarda análise orçamentária da Secretaria de Planejamento.
Sem recursos próprios para assumir a dívida, a estatal transferiu ao governo Carlos Brandão (MDB) a responsabilidade pela solução do impasse, alertando para os riscos à manutenção dos serviços de saúde.
