A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta terça-feira (10) o julgamento de deputados federais do Partido Liberal (PL) acusados de participar de um suposto esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares destinadas a municípios do Maranhão.
Durante a sessão, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação dos parlamentares. O subprocurador-geral da República, Paulo Vasconcelos Jacobina, afirmou que há provas de um esquema de cobrança de propina para a liberação das emendas.
Segundo a acusação, entre 2019 e 2021 os investigados teriam estruturado um mecanismo para direcionar recursos a prefeituras mediante a cobrança de cerca de 25% de propina sobre os valores liberados.
Entre os réus estão os deputados federais Josimar Cunha Rodrigues, conhecido como Josimar Maranhãozinho, Gildenemir de Lima Sousa, o Pastor Gil, e João Bosco Costa. A denúncia aponta que os parlamentares teriam solicitado pagamento em troca da destinação de emendas ao município de São José de Ribamar.
Durante o julgamento, a defesa do deputado Josimar Maranhãozinho contestou as acusações. O advogado Felipe Fernandes de Carvalho afirmou que houve “erro de interpretação” em mensagens atribuídas ao parlamentar em conversas com um agiota, utilizadas como parte das provas no processo.
A ação penal envolve ao todo oito investigados e o julgamento segue em andamento no STF.
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