Lula (PT) chega ao Maranhão no dia 20 e Flávio Bolsonaro (PL) tem visita anunciada para o dia 21. Os dois encontrarão um cenário político curioso, redesenhado pelas eleições de outubro.
De um lado, a direita saiu fortalecida, com a eleição de Lahesio Bonfim ao Senado e de outros nomes importantes. Do outro, lideranças ligadas ao lulismo foram derrotadas, apesar da ampla votação de Lula no Estado.
O caso mais emblemático é Felipe Camarão (PT), principal candidato apoiado pelo presidente ao Governo, que terminou em terceiro lugar, atrás inclusive de Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador Carlos Brandão, cuja campanha enfrentou restrições judiciais envolvendo o uso da imagem de Lula.
Agora, curiosamente, Camarão está entre os responsáveis pela mobilização para receber o presidente, ao lado de Eliziane Gama, também derrotada nas urnas mas aliada de primeira hora do petista.
E aqui está a principal leitura política: no Maranhão, o lulismo parece já não caminhar necessariamente com o PT. Lula recebeu quase 64% dos votos, mas essa popularidade não se transferiu aos principais nomes ligados ao seu projeto político que agora tomam as ruas em mobilizações fervorosas.
Agora resta saber qual o capital vai restar ao final de tanto embate: protagonistas da direita ou os cabos eleitorais que puxam o bloco da esquerda no Maanhão.
O resultado do segundo turno dirá.
