Evangélica de esquerda, apoiada por Lula e rejeitada no Maranhão: o paradoxo de Eliziane Gama

O presidente Lula voltou a demonstrar apoio público à reeleição da senadora Eliziane Gama, chamando-a de “minha candidata” nas redes sociais. A declaração, porém, ocorre em meio a um cenário de desgaste político da parlamentar, que enfrenta rejeição nas pesquisas e perda de espaço justamente no segmento evangélico, base que impulsionou sua carreira.

Enquanto Eliziane tenta se manter como referência entre os fiéis, quem avança de forma consistente é a deputada estadual Mical Damasceno. Com forte atuação nas igrejas e discurso alinhado às pautas conservadoras, Mical tem se consolidado como o principal nome do segmento evangélico para disputar uma vaga no Senado, ganhando visibilidade em todas as regiões do Maranhão.

O tabuleiro petista fica ainda mais complexo com a inclusão da deputada estadual Iracema Vale, atual presidente da Assembleia Legislativa, que já foi elencada pelo PT do Maranhão como possível candidata ao Senado, reunindo força institucional e apoio de importantes grupos políticos.

Com apenas duas vagas em disputa, cresce a dúvida sobre quem realmente contará com o apoio efetivo de Lula. O que já se percebe, no entanto, é que o eleitorado evangélico deixou de ser território garantido para Eliziane — e hoje vê em Mical Damasceno uma liderança cada vez mais forte.

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