Chamou atenção na manhã desta quarta-feira (11) o fato de deputados ligados ao grupo dinista utilizarem a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão para fazer discursos contundentes em defesa da delegada Viviane Fontenelle. Ela denunciou um suposto assédio por parte do então secretário de Segurança Pública, Maurício Martins, que foi afastado do cargo pelo governador para que as acusações sejam apuradas. Segundo a delegada, ele teria feito comentários insistentes e constrangedores sobre sua aparência.
Também chamou atenção a postura dos deputados Othelino Neto, Rodrigo Lago e Carlos Lula. Embora tenham se manifestado com veemência neste caso — o que de fato é legítimo —, raramente abordam o tema em outras circunstâncias. Os parlamentares, por exemplo, não utilizaram a tribuna para demonstrar solidariedade à colega de parlamento, a deputada Mical Damasceno, em um episódio envolvendo o vice-governador Felipe Camarão. Na ocasião, prints divulgados pela imprensa indicaram que ele teria trocado mensagens com um blogueiro utilizando palavras ofensivas contra a parlamentar.
Naquele momento não houve discursos indignados, notas de repúdio ou mobilização pública. O que se viu foi silêncio.
A defesa contra qualquer tipo de violência ou assédio contra mulheres precisa ser tratada com seriedade e sem politização. Caso contrário, a indignação corre o risco de se tornar seletiva e guiada por conveniências políticas.
Mulher tem memória.
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