Desembargador redistribui pedido de prisão preventiva contra prefeito que matou PM

O Tribunal de Justiça do Maranhão ainda não decretou, a prisão preventiva do prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), que matou a tiros o policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos durante Vaquejada no Parque Maratá, em Trizidela do Vale.

Como o prefeito possui foro por prerrogativa de função, a solicitação, protocolada pelo delegado Márcio Coutinho, titular da Delegacia de Lago da Pedra e responsável pela investigação, foi encaminhada ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), e caiu para o desembargador Jorge Rachid que por sua vez redistribuiu o processo indicando erro na tramitação.

Por se tratar de matéria criminal envolvendo gestor municipal, o caso deve ser analisado por uma das três Câmaras Criminais, quem vai decidir sobre o pedido de prisão.

Desdobramento do caso

Um dia depois do crime, o prefeito João Vitor Xavier se apresentou espontaneamente à Polícia Civil em Presidente Dutra, município contrário ao crime, alegando legítima defesa, afirmando que o policial estaria armado e teria feito ameaças. A versão, no entanto, foi contestada por testemunhas e pelo próprio comandante do 19º Batalhão da PM, tenente-coronel Claudiomiro Aguiar, que já relatou que o PM foi alvejado pelas costas e não portava arma no momento da abordagem.

Já nesta terça-feira, 08, o prefeito protocolou pedido de afastamento do cargo por 120 dias, alegando abalo emocional e necessidade de tratamento psiquiátrico em razão do caso. No lugar, assume a vice Etelvina, também do PDT.

Mesmo afastado, o prefeito vai continuar recebendo salário durante o período.

 

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