Um barco com cerca de 157 migrantes afundou neste domingo (3), próximo à costa da província de Abyan, no sul do Iêmen, na Ásia, após enfrentar forte instabilidade climática. A tragédia deixou ao menos 68 mortos e dezenas de desaparecidos, segundo informações confirmadas pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).
A embarcação transportava principalmente cidadãos etíopes que tentavam chegar à Arábia Saudita em busca de melhores condições de vida. Até agora, 54 corpos foram encontrados no distrito de Khanfar e outros 14 foram levados ao necrotério de um hospital em Zinjibar, capital da província. Apenas 12 pessoas foram resgatadas com vida. Os números podem aumentar à medida que as buscas continuam.
O chefe da OIM no Iêmen, Abdusattor Esoev, classificou o naufrágio como um episódio devastador e reforçou o apelo por rotas migratórias mais seguras. Ele alertou sobre a atuação de contrabandistas que se aproveitam do desespero de migrantes vulneráveis, colocando suas vidas em risco em travessias perigosas e clandestinas.
Segundo Esoev, a tragédia mostra a necessidade urgente de medidas concretas por parte dos Estados para ampliar meios legais de migração e impedir que essas pessoas continuem sendo vítimas de redes de tráfico humano. Ele reforçou que “melhorar as rotas regulares é fundamental para reduzir tragédias como essa”.
O Iêmen segue como uma das principais rotas migratórias para quem tenta cruzar o Golfo de Áden rumo ao Oriente Médio. Em 2024, mais de 60 mil migrantes chegaram ao país por mar, segundo estimativas da OIM. Ainda assim, o número de mortos e desaparecidos cresce a cada mês.
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