Relatório da ONU aponta que o Maranhão é o maior Estado com população vivendo na extrema pobreza.

Com o advento da pandemia, houve um agravamento dramático da fome mundial em 2020, e segue em 2021. Quem já vivia na linha da pobreza hoje vive na linha da miséria. De acordo com as Nações Unidas um relatório de várias agências estima que cerca de um décimo da população global – até 811 milhões de pessoas – enfrentaram a fome no ano passado, e segue enfrentando as consequências da pandemia em 2021.

No estudo elaborado por especialistas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) reuniram 94 indicadores em relatório sobre a situação do país logo antes da Covid.

Dados apontam para impacto mais perverso em grupos mais vulneráveis e quentões sensíveis para o enfrentamento da crise sanitária, econômica e social que atingiu o país nos meses seguintes.
Ou seja, a pobreza não começou em razão da pandemia, ela só aumentou.

O Maranhão aparece nesse estudo como o estado brasileiro que tem mais gente vivendo na miséria. Isso significa dizer que de acordo com o estudo, o Estado aparece como o segundo em renda mensal per capita inferior a R$ 145 (ou US$ 1,90 por dia, como adota o Banco Mundial), era superior a 15%.
Antes da pandemia, o Brasil já tinha 6,5% de sua população – ou seja, 13,5 milhões de brasileiros – vivendo abaixo da linha de extrema pobreza.

Outro dado que chama a atenção é que nove em cada dez pessoas dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde. Segundo o relatório, mais de 90% da população precisa do SUS, e o Maranhão segue acumulando marcas negativas: a de menor taxa de médicos por habitantes com 8,1 médicos para 10 mil habitantes

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