Uma reportagem de repercussão nacional trouxe aos holofotes nesta sexta-feira (11) o nome da delegada Ariana Sampaio Sousa, que atuou em Bacabal e integrou o grupo responsável pela investigação do desaparecimento de Ágatha Isabelly e Allan Michael, caso que mobilizou o Maranhão e ganhou repercussão nacional.
Ariana ficou na 2.018ª posição na prova objetiva do concurso para delegado da Polícia Civil realizado em 2017. O edital previa 20 vagas imediatas e limitava a convocação para a prova discursiva aos primeiros colocados. Ela acabou eliminada nessa fase, mas recorreu à Justiça e conseguiu prosseguir no concurso. Posteriormente, concluiu o curso de formação e, por decisão judicial, tomou posse como delegada em maio de 2025.
Outro detalhe chama atenção: Ariana é filha de Francisco Barros Sousa, subprocurador-geral de Justiça do Ministério Público do Maranhão, e sobrinha do desembargador Raimundo Barros, do Tribunal de Justiça do Maranhão.
A nomeação, no entanto, continua sendo questionada pelo próprio Estado do Maranhão. A PGE recorreu ao TJMA e sustenta que a candidata não cumpriu a classificação prevista no edital. Em parecer no recurso, o Ministério Público também defendeu a reforma da decisão por entender que a situação pode ferir a isonomia entre os candidatos. A defesa de Ariana sustenta a legalidade de sua permanência no concurso e destaca sua posterior aprovação no curso de formação.
Em Bacabal, Ariana ganhou maior visibilidade justamente ao participar da investigação sobre o desaparecimento dos dois irmãos. Segundo a Polícia Civil, está em andamento sua transferência para São Luís, a pedido da própria delegada, por questão familiar.
