O ex-procurador da República e candidato ao Senado pelo Novo, Deltan Dallagnol, questionou nesta quinta-feira (20) a imparcialidade do ministro Flávio Dino na condução, no Supremo Tribunal Federal, de investigações relacionadas ao caso Tech Office.
Dallagnol lembrou que os quase R$ 800 mil apontados como origem do desentendimento entre João Bosco e Gilbson Cutrim teriam sido liberados durante o governo Dino, período em que Felipe Camarão comandava a Secretaria de Estado da Educação.
O candidato também citou decisões envolvendo Gilbson e questionou a atuação do ministro diante de fatos relacionados ao caso. Ao tratar da atual disputa política maranhense, mencionou ainda o rompimento entre Dino e o governador Carlos Brandão, o afastamento de Daniel Brandão do TCE-MA e o retorno de Marcelo Tavares à Corte de Contas.
Dallagnol também repercutiu o áudio em que Rubens Pereira Júnior propõe a Brandão um acordo de pacificação política que, segundo ele, seria feito em nome de Flávio Dino.
Para o ex-procurador, o conjunto desses episódios levanta dúvidas sobre a imparcialidade de Dino para conduzir processos que envolvem diretamente personagens e interesses da atual disputa política no Maranhão.
