Editorial | Tech Office: as perguntas não começaram agora
Nesta terça-feira (18), durante o programa Radar, na 92.3 FM, a jornalista Keith Almeida voltou falar sobre um caso que hoje ganhou repercussão nacional, mas que, aqui no Maranhão, questionei há quatro anos: o caso Tech Office.
Além da editora-chefe do Blog, os jornalistas Leandro Miranda, John Cutrim e Jeisael Marx, à época em um programa de televisão, igualmente falaram, cobraram e chamaram a atenção para a gravidade do caso quando ele ainda estava longe dos holofotes nacionais.
Quatro anos se passaram. E agora o assunto chega com força ao Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro Flávio Dino, justamente um dos principais personagens do cenário político maranhense na época dos fatos.
Meu posicionamento continua sendo o mesmo: não se trata de condenar antecipadamente ninguém. Trata-se de perguntar.
Por que somente agora? O que mudou? E por que questões que levantávamos há quatro anos ganham, somente neste momento, coincidentemente ano eleitoral, tamanha dimensão?
A imprensa não existe para escolher o momento conveniente de fazer perguntas.
Nós perguntávamos antes. Continuamos perguntando agora. A diferença é que, desta vez, o Brasil inteiro está ouvindo.
