O cenário político maranhense para 2026 começa a se estruturar em três blocos, em uma corrida que deve ser marcada por alianças estratégicas, definição ideológica e forte articulação no interior do estado.
De um lado está o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, que surge como nome competitivo após ser reeleito na capital com mais de 70% dos votos. Apesar da força consolidada na ilha, o principal desafio é expandir sua presença nos municípios. Mesmo não conseguindo manter diálogo com a classe política, Braide conversa nos bastidores com o grupo do ex-governador Flavio Dino e vai precisar definir qual campo assumirá: se mais alinhado à direita ligada ao senador Flavio Bolsonaro ou à esquerda liderada pelo presidente Lula.
Há movimentações, inclusive com imposições de ‘forças’ de Brasília, para que ele componha com o palanque do PT como forma de garantir musculatura eleitoral no interior. No entanto, essa construção envolve pontos sensíveis: a confiança da classe política em seu projeto e a definição ideológica, já que em seis anos de gestão Braide não deixou claro qual posição ocupa. Em uma eventual aliança com o PT e com a base ligada a Flávio Dino, essa indefinição pode gerar custos políticos elevados, exigindo alinhamento explícito em um palanque nacional. Além disso, teria outro grande desafio, que é de sustentar nomes como Eliziane Gama, evangélica de esquerda, e Felipe Camarão ao Senado, ambos enfrentando desgaste, e resistência no cenário estadual.
No campo governista, liderado pelo governador Carlos Brandão que já sinalizou permanência no cargo, o nome trabalhado é o do secretário Orleans. Ele intensificou agendas no interior e reúne apoio de pelo menos 12 partidos. Para o Senado, a composição pode incluir Weverton Rocha e Iracema Vale. Iracema aparece em posição confortável, tendo construído protagonismo próprio ao se tornar a deputada estadual mais votada da história do Maranhão e a primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa em 190 anos.
Já no campo da direita, Lahesio Bonfim mantém-se como alternativa, ocupando a terceira colocação nas pesquisas e buscando consolidar o eleitorado conservador.
Os levantamentos mais recentes indicam Orleans Brandão e Braide na disputa direta pela liderança, com Lahesio em terceiro lugar e Felipe Camarão em quarto. O cenário permanece aberto, pelo menos até o início de abril, quando todos os pré-candidatos terão que mostrar suas cartas.
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