Se na avenida o enredo era festa, nos bastidores da política o roteiro foi outro. A corrida pelas duas vagas ao Senado segue a todo vapor no Maranhão — e ninguém parece disposto a ficar fora do desfile principal.
O ministro do Esporte do governo Lula, André Fufuca, embora não pontue nas pesquisas para o Senado, segue se apresentando oficialmente como pré-candidato, e tem intensificado movimentos e discursos pelo interior do estado, na busca de alianças que sustentem seu nome. Nos bastidores, a leitura é outra: mal subiu no ônibus, e já quer a janela.
O problema é que o “ônibus” do Senado já tem passageiros bem acomodados. O senador Weverton Rocha conta com o apoio explícito de Lula. A presidente da Assembleia, Iracema Vale, recebeu convite para retornar ao PT, o que reposiciona o tabuleiro. E o governador Carlos Brandão, mesmo sem verbalizar o projeto, aparece como favorito nas conversas políticas.
Já a senadora Eliziane Gama, atira pra todo lado, e segue em cenário delicado: aparece nas pesquisas, mas enfrenta índices de rejeição que tornam o caminho mais estreito — e ainda não sinaliza com clareza qual estratégia adotará.
Em meio a esse xadrez, o novato Fufuca, que estranhamente surgiu sendo cogitado como nome de consenso para disputar o Governo do Maranhão, no que seria uma espécie de “salvador da pátria” na tentativa de apaziguar a disputa entre brandonistas e dinistas, também não prosperou dentro do próprio grupo.
Ou seja, com futuro político incerto, se Fufuquinha continuar piscando pode ficar fora da foto de 2026.
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