O Ministério Público do Maranhão (MPMA) solicitou a intervenção estadual no município de Turilândia diante do colapso administrativo provocado pelo afastamento dos gestores eleitos e da situação do prefeito interino, que atualmente cumpre prisão domiciliar e usa tornozeleira eletrônica.
A informação foi confirmada pelo procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro, ao comentar a grave instabilidade político-administrativa do município. Ele destacou que a continuidade da gestão pública não pode ser comprometida e que a intervenção é vista como medida necessária para garantir o funcionamento básico da administração.
Além disso, o MPMA deve acelerar ações na esfera cível para pedir a perda dos cargos dos gestores afastados, o que pode tornar impossível o retorno do prefeito e da vice ao comando da prefeitura.
A crise é resultado da Operação Tântalo II, desdobramento de uma fase realizada em fevereiro. A investigação apura fraudes em licitações e outros desvios no município. Ao todo, foram expedidos 21 mandados de prisão contra agentes políticos, servidores e empresários envolvidos no esquema.
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