As obras de reconstrução da Ponte Juscelino Kubitschek, no Estreito, que liga o Maranhão ao Tocantins, foram interrompidas nesta terça-feira (05) após dezenas de operários decidirem paralisar os serviços. Os trabalhadores denunciam falta de pagamento, desigualdade salarial e a ausência do adicional de insalubridade, mesmo diante de condições consideradas perigosas.
A paralisação joga mais dúvidas sobre o cumprimento do prazo prometido pelo Governo Federal, que anunciou a entrega da nova estrutura em até um ano — desde o trágico desabamento ocorrido em dezembro do ano passado, que deixou pelo menos 17 vítimas, incluindo 10 mortos.
“Não temos nem o básico sendo respeitado. Trabalhamos com risco, expostos ao sol e à água, e nem insalubridade estão pagando. A situação é insustentável”, disse um dos operários que participa da paralisação.
O movimento grevista não tem data para terminar. Os trabalhadores afirmam que só retomam os serviços após a regularização dos pagamentos, reajuste nos salários e garantia de condições dignas de trabalho.
Enquanto isso, o impasse adia ainda mais o fim do sofrimento de quem depende da ponte para se deslocar entre os dois estados. Sem o equipamento, a travessia tem sido feita por balsas e rotas alternativas longas e inseguras, afetando o comércio, o transporte e a vida de milhares de pessoas.
Até o momento, nem o consórcio responsável pelas obras nem representantes do Governo Federal se pronunciaram oficialmente sobre a paralisação.
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