Superexposição de Flávio Dino causa efeitos colaterais e desgaste, aponta Veja

A superexposição do ex-governador do Maranhão, Flávio Dino, vem causando efeitos colaterais em diversas frentes de desgaste e embates no governo e fora dele, apesar de não afetar sua relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo reportagem da Veja, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, passou a assumir o protagonismo antes mesmo de o governo começar. Em dezembro, ainda na transição, tomou a frente na reação aos ataques de bolsonaristas ao prédio da PF, em Brasília, e à tentativa de um ataque a bomba no aeroporto da capital.

Após o 8 de Janeiro, ele surgiu anunciando um “pacote da democracia”, com medidas para endurecer punições aos golpistas. ao longo dos últimos seis meses, o ministro fez aparições midiáticas em meio à comoção provocada pelos ataques a colégios, da tentativa regulação das redes sociais — “enquadrou” executivos das plataformas em uma reunião gravada — e da descoberta de um plano de ataque do PCC contra o senador Sergio Moro (União-PR).

O campo de batalha em que Flávio Dino mais tem pelejado publicamente é o Congresso. Somadas CPIs, comissões temáticas e o plenário da Câmara e do Senado, o ministro já foi alvo de 58 pedidos feitos por parlamentares da oposição para ser convocado a prestar esclarecimentos. É um recorde que dificilmente será batido no atual governo.

Dino goza da confiança de Lula, mas agora tem o desafio de encarar várias frentes de batalha ao mesmo tempo. Não é tarefa fácil nem para um dos Vingadores. Além do Congresso Nacional, onde é alvo de uma sucessão de pedidos de convocação feitos por bolsonaristas para dar explicações a CPIs e comissões temáticas, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, também tem dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva outra frente de atritos, com arestas entre ele e colegas.

 

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